Nesta aula vamos começar pela base. Vamos perceber como criar um ficheiro PHP, onde escrever as instruções, como apresentar informação no ecrã e como combinar PHP com o HTML que já conhecemos. O objetivo não é fazer já aplicações complexas, mas compreender bem a estrutura de um programa PHP e ganhar confiança para começar a programar.
1. Criar o nosso primeiro ficheiro PHP
Os ficheiros que contêm código PHP utilizam normalmente a extensão:
.php
Assim, em vez de termos:
index.html
podemos criar:
index.php
Um ficheiro .php pode conter código HTML normal e código PHP.
Por exemplo:
Apesar de o ficheiro ter a extensão .php, neste momento ainda não estamos a executar qualquer instrução PHP. Temos apenas HTML dentro de um ficheiro PHP.
2. Delimitar o código PHP
Para indicar onde começa o código PHP utilizamos:
Quando for necessário terminar um bloco PHP podemos utilizar:
O nosso primeiro programa pode ser tão simples como:
A instrução:
echo "Olá Mundo!";
manda apresentar o texto Olá Mundo!.
Quando acedemos à página através do servidor, o PHP executa esta instrução e envia o resultado para o navegador.
3. A importância do ponto e vírgula
Em PHP, a maioria das instruções termina com:
;
Por exemplo:
Cada echo representa uma instrução diferente e, por isso, termina com ;.
Se escrevermos:
echo "Bom dia"
sem o ponto e vírgula quando existe outra instrução a seguir, o PHP irá gerar um erro de sintaxe.
Estes erros vão acontecer muitas vezes enquanto programamos. O importante é aprender a ler a mensagem de erro e procurar a causa, em vez de alterar código ao acaso.
4. A instrução echo
Uma das primeiras instruções que vamos utilizar é echo.
Permite enviar informação para a página.
Também podemos utilizar várias instruções:
Mas existe aqui um problema.
O resultado poderá aparecer como:
CPW11.º AnoTurma 111C
Isto acontece porque o PHP não adiciona automaticamente espaços, parágrafos ou mudanças de linha ao HTML produzido.
Podemos gerar elementos HTML através do próprio PHP:
Agora estamos a utilizar PHP para gerar HTML.
Esta ideia será muito importante ao longo das próximas aulas.
5. PHP e HTML na mesma página
Não precisamos de construir toda a página utilizando echo.
PHP e HTML podem coexistir no mesmo ficheiro.
Temos aqui três situações:
HTML -> PHP -> HTML
O servidor executa o PHP e produz o resultado final que será enviado para o navegador.
6. O navegador vê o nosso PHP?
Vamos experimentar.
Criamos:
Depois abrimos a página no navegador e utilizamos a opção Ver código-fonte da página.
Encontraremos algo semelhante a:
Onde está:
Não está.
O código PHP foi executado antes de a página chegar ao navegador.
Podemos representar o processo desta forma:
Esta é uma das diferenças fundamentais entre PHP e JavaScript executado no navegador.
7. Aspas simples e aspas duplas
Podemos escrever texto utilizando aspas duplas:
ou aspas simples:
Nos exemplos mais simples, ambas produzem o mesmo resultado.
É necessário, no entanto, ter cuidado quando queremos apresentar aspas dentro do próprio texto.
Por exemplo:
Aqui utilizámos aspas duplas para delimitar o texto PHP e aspas simples dentro do HTML.
Mais tarde veremos diferenças importantes entre aspas simples e duplas quando começarmos a trabalhar com variáveis.
8. Comentários
À medida que os programas crescem, é importante conseguirmos deixar pequenas indicações no código.
Os comentários não são executados pelo PHP.
Comentário de uma linha
Também podemos utilizar:
Comentário de várias linhas
Os comentários devem ser úteis. Não precisamos de comentar aquilo que é evidente.
Por exemplo:
// Display helloecho "Olá";
não acrescenta praticamente nenhuma informação ao programa.
9. Primeiro exemplo completo
Vamos juntar os conceitos anteriores.
Neste pequeno programa já temos:
HTML + PHP + echo + comentários + geração de HTML através de PHP.
10. Pequeno desafio durante a aula
Antes de avançar, cada aluno deverá conseguir criar, sem copiar o exemplo anterior, uma página que apresente:
O título deverá ser criado em HTML.
As restantes informações deverão ser apresentadas utilizando PHP.
Depois de terminarem, devem abrir o código-fonte no navegador e verificar se conseguem encontrar alguma instrução PHP.
A resposta deverá ser não.